quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

# 5

depois de embalado pelo berço salgado
sono

se pudermos transcrever sonhos e ninar
talvez possamos ver o elo dos halos
no lapso do tempo
eclipsar

cedo acordei vazio
há vida e doem as pernas
com a satisfação imensa
mas no estomâgo falta

quiseram comigo ir logo ali
eu a princípio não quis
mas que faço?

'se não agrada o lugar que agrade a companhia

bem apessoado até
toda aquela infinidade de combinações possíveis
mas sei o quero e exatamente o mais barato dos líquidos
recheio sem carne

ainda assim me projetei pro interior da estufa
enquanto atendiam aquele casal ao lado

será qual desses é o maior deles
aquele tem fiapos de frango
parecem melhor
morenos
e tal

-no sakolinya, no

-hãn?

-no prrecisssa sakoll

daí ela faz um arco só e olha ao lado
dá pra ver onde terá marcas de expressão
ainda assim não precisei sair da estufa

-eles não querem levar a comida nas sacolas plásticas eu quero um desse

não sei
estava absorto
tantos sauces álamos amieiros

demorou pra sentir aquele peso me fitar

represado dei com o olhos de um par de linces
cresceram às minhas margens dois plátanos bastardos
mostravam dentes amistosos como conhecidos
não os temia contudo

surpreso quase demorei a entender
sou pra eles aquele que comia a fruta

-how random!

e segue um breve diálogo de amenidades
pra fingir que não intriga essa força
nem o conceito invertido
daquela palavra

somos
e até

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